21.5.16

Comunidades presbiterianas: "culto moderninho" ou "culto chato"?

Como já diziam antigamente, são necessárias 20 pessoas para trocar uma lâmpada em uma Igreja tradicional: uma para fazer a mudança, e as outras dezenove para reclamar que a antiga era melhor. Volta e meia, porém, o presbiterianismo me surpreende com modismos que não fazem muito sentido.

É o caso das tais "comunidades presbiterianas", federadas à IPB mas que inventaram um jeito moderninho de ser (e de agir). Reuniões informais travestidas de culto, uso de linguagem extremamente descolada e com uma abordagem direta, e aberta - mas que se esquecem do fundamental: usar a Bíblia como base para tudo, do início ao fim do "evento".

O site Bereianos, que tem muito mais embasamento do que eu para falar, fez excelente matéria a respeito do assunto. Dela, destaco a seguinte citação de Paul Washer:
"“[..] àqueles que estão constantemente buscando formas inovadoras de comunicar o evangelho para um nova plateia [seeker-sencitive], faria bem começar e terminar uma pesquisa nas Escrituras. Os que enviam milhares de questionários perguntando aos não convertidos o que mais desejam em um culto devem perceber que dez mil opiniões de homens carnais não carregam a autoridade de um “i” ou “til” da palavra de Deus. Devemos entender que há um grande abismo de diferenças irreconciliáveis entre o que Deus ordenou nas Escrituras e o que a atual cultura carnal deseja.” (O Poder do Evangelho e Sua Mensagem, p. 20)."
Um culto chato, entretanto, é quase a mesma coisa que uma aula dupla de faculdade com aquele professor que tem muito conhecimento, mas nenhuma didática: você vai até assistir, por obrigação, mas não vai aprender nada (e dá-lhe Whatsapp nos bancos das congregações por aí). Em uma Igreja tradicional, o problema é agravado, pois via de regra o cidadão aprende que aquele é o modelo certo de louvar a Deus - e não há nada que faça mudar os crentes tradicionais a esse respeito.

Seria muito fácil dizermos "não vamos mudar, você que se acostume": entretanto, um dia as novas gerações vão assumir seu espaço dirigindo o culto. São eles, os mais novos, que estão mexendo com paradigmas, e mudando costumes de gerações - sem nenhuma adaptação, nem orientação sobre o que é certo ou errado (até porque, no passado, receberam um "NÃO" como resposta).

Uma Igreja que não muda nunca é tão prejudicial quanto uma Igreja que muda de forma acelerada. Adaptar-se é necessário, conhecer novos estilos, também (como nesse relato do rev. Augustus Nicodemos a respeito da Mars Hill Church) - mas, mais importante, é preciso admitir que a Igreja está inserida no mundo, e não pode simplesmente ignorar as mudanças que vem de fora.

Até porque a "sã doutrina", apesar de ser nosso alicerce, não entra nos detalhes que o século XXI ousou inserir nas comunidades evangélicas ao redor do mundo (que não são poucos).

16.5.16

Oração nº 7

Senhor,
dai-me forças
para poder me amparar
e querer segurar
esse choro incontido
que tenho dentro de mim.

Senhor,
dai-me a sã consciência
de poder refletir
e de poder saber
o que faço, Senhor,
nessa vida.

Senhor,
dai-me a força suprema
de poder resistir
às humilhações da vida.

Senhor,
dai-me força, coragem,
dai-me forças, Senhor,
para poder orar,
para poder viver,
para poder sentir,
para poder crescer.

Só tu, Senhor,
tens sabido do meu sofrimento,
da minha desilusão,
do meu grave tormento,
dessa grande tristeza
que abala essa vida
no meu coração.

Só tu, Senhor,
tens me dado a verdadeira paz
para lutar por mim mesmo
e chegar onde cheguei.

Peço-te, ó Deus,
que estejas do meu lado,
que não me desampares nunca,
que estejas junto comigo,
que me ajudes a superar
essa dor que me destrói.

Peço-te a paz que almejo
em todos os tempos da minha vida.

Peço-te o amor,
peço-te forças,
presença, e luta,
e a sabedoria, ó Pai,
pois não sou digno de tudo o que me faz.

Mas, ainda assim, necessito de ti, pela graça de teu filho Jesus,

Amem